quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Ops! Falei demais..."

    Após pronunciar minhas ultimas palavras tive a sensação que “falei demais”, a certeza veio minutos depois com o resultado que emergiram delas. Tudo o que disse foi na mais pura inocência, numa conversa casual como todas as outras falei o que por impulso me veio à mente, sem pensar, não sabia que por trás disso tudo havia uma bomba preste a explodir, e naquele momento meu discurso barato colocava tudo a perder, em poucas horas tudo iria aos ares.

Como diz um famoso pensamento chinês: “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”. Numa comparação infeliz posso dizer que minhas palavras flecharam o alvo errado tirando-lhe a oportunidade dada.

Nada que eu fizesse naquele momento remediaria os fatos, nada seria suficiente para eximir minha culpa, nada, exatamente nada!Deus sabe como eu gostaria de possuir uma borracha que apagasse tudo, ou que agora pudesse parar o tempo, voltar aquele dia e fazer tudo diferente. Chance, uma única chance era tudo o que eu precisava...

Pra ser sincera o que eu queria mesmo é algo, qualquer coisa que tirasse essa comoção moral que aperta meu peito e martela minha cabeça, essa a qual damos o nome de consciência, esse bicho de pé que gruda e te segue aonde vais.

        Minha capacidade de improviso é incrível, quando preciso de palavras para ofender, machucar ferir, prejudicar, infernizar alguém elas simplesmente fogem, eu penso, cálculo, manipulo cada fragmento e na hora “H” nada. Mais num dia assim em que nada é intencional ou proposital, elas “escapolem, jorram sem ser convidadas.

É horrível ver as pessoas que amamos sofrerem pior ainda quando é você o responsável por este sofrimento. Sinto-me como uma criminosa, uma assassina de sonhos, que os dilacera sem dó nem piedade.

Hoje vivo a fase “Maktub”, creio que tudo tem uma razão, um ‘porque’, nada é em vão, aleatório, as coisas estão predestinadas muito antes de acontecerem, e percebê-las vai bem além das nossas faculdades mentais...

Mas não me conformo!  Por que isso tinha que acontecer? E por que justamente eu tinha que executá-las? Ainda mais assim, sem pensar e com essas conseqüências. Por quê?

Sei que um “DESCULPA” não é suficiente, mais é tudo que me resta fazer neste momento, é o mínimo diante de tudo que fiz.

“Eu só rezo pra ficar bem, acredito que vá ficar tudo bem!”

Menina dos olhos de Deus

Um comentário:

  1. Ah eu sei bem o que é se arrepender do que se fala, a conexão entre meu cérebro e minha boca é um tanto curta e nessas horas um “DESCULPA” deve sim ser suficiente.

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